quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Fragmento da realidade


Não é só caminhar, só passear, só sair de casa; é bem mais que "só" isso. Me deparei com a pequena verdade de que gosto daquilo que poucos veem e muitos passam batido. São aquelas frases que se ouve em uma conversa paralela, uma bola gigante daquelas com neve dentro, uma criança que te dá oi sem nem ao menos te conhecer. É "só" isso, mas é muito pra mim. Não que as situações que chamam a atenção geral não me façam olhá-las. Mas é que essas meio escondidas e tão mais comuns me parecem importantíssimas também. Como a cena da foto, não pude deixar de notar esse menino tentando arrancar o cercadinho da decoração de natal do shopping para alcançar o pinguim em sua frente. Esse menino se esforçou durante um certo espaço de tempo para tentar alcançar de qualquer forma aquele pinguim, nem que fosse somente um dedo e por bem menos tempo do que o de seus esforços para chegar até ali. Aquele pequeno espaço de tempo arrancou uma risada de mim, até deu tempo de pegar a câmera e registrar.
A simplicidade é o que me chama a atenção. Não somente o fato de ela andar esquecida por nós, mas também o fato de que ainda tem muita gente que vive somente dela, como o menino que, provavelmente, sairia com um sorriso de orelha à orelha por ter alcançado o pinguim da decoração.

sábado, 3 de dezembro de 2011

There's no place...

...like home.
Eu sei que eu moro há algumas quadras daí, desse lugar que durante anos eu chamo de casa. Eu sei também que eu vejo vocês quase toda semana, um dia ao menos em cada uma delas. Sei que o amor não diminuiu, que ele cresceu mesmo com a distância parcial entre nós. Eu sei de tantas coisas, que fica difícil dizer todas elas, fica difícil exprimi-las em pensamentos carregados de sentimento. Mas eu as sei, hoje, talvez, mais do que nunca. Eu sei como é querer correr pro abraço apertado e seguro de vocês e muitas vezes não o ter ali, do ladinho, pertinho de mim. Sei como é querer contar uma novidade e ter que esperar alguns dias para contar pessoalmente. Sei como é querer conselhos em horas críticas e consegui-los pelo telefone. Ah, eu sei, sei sim. Eu sei também como é não ter a comida com gostinho de comida caseira, como é não ter os sapatos emprestados, os cafés juntos no meio da tarde, as horas de conversas profundas e as horas de ficarmos todos parados, juntos. Senti tanta falta disso durante esse ano que durante muito tempo acreditei que não iria me acostumar. Mas aí o tempo passou e eu acostumei, até porque essa era a opção que eu tinha. Mas agora, que falta tão pouquinho pra voltar e ter tudo isso novamente, só consigo pensar em uma coisa para dizer a vocês: me esperem, abram novamente as janelas do meu quarto, façam planos e me incluam novamente. Me esperem, eu estou quase chegando.