sexta-feira, 11 de junho de 2010

Valentine's (some)Day


'Finalmente chegou o dia do casamento da Anna, o dia que ela tinha sonhado e planejado por meses...Anna caminhava pela passarela em direção ao David... Este era o momento que ela tinha aguardado tanto... Mas no momento em que o celebrante começou a conduzir Anna e David nos votos matrimoniais, aconteceu o impensável. Uma garota se levantou no meio da congregação, caminhou em silêncio para o altar e tomou a outra mão do David. Uma outra garota se aproximou e ficou ao lado da primeira, e depois outra também fez o mesmo. Logo uma corrente de seis garotas estavam ao seu lado enquanto ele fazia o voto para Anna. Anna sentiu um tremor nos lábios enquanto as lágrimas enchiam os olhos.
- Isso é algum tipo de piada - ela sussurrou ao David.
- Me... me perdoe, Anna. - ele disse, olhando para o chão.
- Quem são estas meninas, David? O que está acontecendo? - ela perdeu o fôlego.
- São garotas do meu passado. - Ele respondeu com tristeza - Anna, elas não significam nada para mim hoje... mas eu dei uma parte do meu coração para cada uma delas.
- Pensei que o seu coração fosse meu -disse ela.
- E é mesmo, é mesmo. - Ele implorou - Tudo que sobrou é seu.
Uma lágrima correu pela face de Anna. Então ela acordou.
Anna me contou seu sonho em uma carta. "Quando acordei me senti tão traída", ela escreveu. "Mas logo fui atingida por um pensamento deprimente: Quantos homens se alinhariam ao meu lado no dia do meu casamento? Quantas vezes dei meu coração em relacionamentos de curta duração? Será que vai sobrar alguma coisa para dar ao meu marido?"... Ainda sinto a dor de ter dado o meu coração para mais garotas que devia no meu passado.'
(Trecho resumido) Eu disse adeus ao namoro. Joshua Harris

Se ao menos nós tivéssemos ouvido antes sobre a dor de deixar partes do nosso coração em relacionamentos que fracassaram, se nós tivéssemos aprendido sem precisar sofrer as duras consequências de uma desilusão. Mas nós nunca ouvimos, eu não quis ouvir. Eu preferi entregar partes do meu coração em relacionamentos que não tinham perspectiva nenhuma de futuro. Foi minha escolha, é a escolha da maioria. Por isso que eu digo: esperem. Por isso que eu digo: espera, Bah. Pra que sofrer se nós podemos evitar? Vale realmente a pena entregarmos nosso coração cedo demais e o vermos despedaçado depois? É tão importante assim ter um namorado a ponto de escolher o primeiro que aparece pela frente? Sejam seletivos, escolham o melhor pra vocês. E, com certeza, o melhor existe. Se não apareceu ainda não optem por se 'divertir com os errados', esperem. É assim que se mantém um coração saudável.
Um Feliz Dia dos Namorados pra todos os que já encontraram o melhor e mais ainda pra quem continua na espera.

terça-feira, 8 de junho de 2010

A gente aprende


Um dia a gente aprende que drama não leva a nada, sinceridade é a fórmula que gera confiança, amigos vem e vão embora com a mesma rapidez, nem tudo é como queremos, abrir mão é necessário, ser feliz além das circunstâncias é mais necessário ainda, lidar de frente com os problemas é a melhor forma de se livrar deles, amar é inevitável, sofrer também, errar é inteiramente humano, persistir no erro é burrice, todo ser humano de vez em quando dá uma de burro.
Um dia a gente aprende que ninguém nos pertence e que nós não pertencemos a ninguém, as pessoas se aproximam porque querem e se afastam pelo mesmo motivo. Aprendemos que o verdadeiro amor respeita, embora não concorde. Que a distância pode fortalecer um sentimento ou esfriá-lo e só o tempo pode tirar essa dúvida. Que todo mundo tem medo de tomar uma decisão errada e perder algo pra sempre, mas que ainda assim todos precisam escolher um lado do muro.
Um dia a gente aprende que o melhor é se calar e ouvir, mesmo se for injusto. Aprende a não chorar por qualquer coisa, a não se estressar com detalhes, a se alegrar mesmo com pouco. Aprende que nossos pais são os únicos que nos conhecem inteiramente, desde a pior fase até os melhores momentos, e que vale a pena ouvi-los. Que ser sarcástico é muito mais fácil que demonstrar uma dor qualquer que nos invade, julgar é horrível quando somos julgados, mas não pensamos duas vezes antes de julgar outra pessoa.
Um dia a gente aprende que a nossa sociedade dita um padrão inteiramente inaceitável, mas que nós seguimos de olhos vendados. Aprendemos que agir com superioridade não é pisar nos outros, mas é dar o exemplo. Que ter dinheiro é necessário, mas não o motivo de uma busca desenfreada sem descanso algum. Que ter status só é válido se ele nos permite fazer alguma diferença no meio em que vivemos, senão é só mais um título que nem sequer merecemos possuir.
Um dia a gente aprende que sabemos na teoria tudo o que foi citado acima, mas que por mais que decoremos em ordem e de trás pra frente, nós ainda vamos errar. Porque a prática, ah, na prática não é nada fácil.

domingo, 6 de junho de 2010

Por Aí


Ela sente falta dele, mas não sabe quem ele é. Talvez uma junção de todos que conheceu, talvez alguém inteiramente novo, que faça seu coração se debater freneticamente apenas ao olhá-lo. Ela não sabe se sua visão a cega ou se ela está apenas tentando se enganar, que aquilo não é amor, que não é a pessoa que ela tem esperado por tanto tempo. Ela apenas sabe que ela o ama, independente de quem é, de como se veste, do timbre de sua voz, do brilho dos olhos. Independente do trivial, ela o ama. Ela sonha com ele, embora em seus sonhos ele assuma uma forma que não seja a sua real. E ela sabe que ele está por aí, esperando por ela de alguma forma também.
Ela precisa do sorriso dele, dos braços que vão protegê-la, dos ouvidos atentos sempre disponíveis para ela. E ela se sente parte vazia por causa dessa ausência, mas ela vai ser fiel a ele, mesmo que ele ainda não a conheça e não a ame.
Ela sonha de olhos abertos, pensando nas milhões de coisas que eles farão juntos, nas brigas e mais ainda nas reconciliações. Ela sabe que ele não é perfeito, mas que a mão dele vai ser o encaixe perfeito para a dela e que o seu sorriso vai ser mais brilhante que todos os outros na visão dela. Ela pensa no dia em que vai chorar por causa dele e ainda assim não vai deixar de amá-lo, nas noites de insônia esperando que o dia chegue e traga ele com o sol, nas palavras trocadas sem serem promessas porque eles sabem que não serão desfeitas.
Ela espera por ele como uma criança espera um presente ou como qualquer tipo de espera ansiosa mas certa de que terá um fim, e um começo. O começo do resto das suas vidas, juntos e durante toda a eternidade.

'A cidade as vezes é o inferno, criei então um universo onde tudo era perfeito e feito pra nós dois.' Capital Inicial

domingo, 30 de maio de 2010

Triste Ilusão


Doença, morte, perda, brigas, solidão. Tudo isso ao mesmo tempo consumindo toda a energia que me restava. É, eu não estava bem fazia um tempo já, agora tudo desmoronou de vez. A segurança, as minhas convicções, minha confiança, tudo caiu e espatifou no chão. Não, eu não tenho mais nada pra dar, não tenho nem o suficiente para me manter em equilíbro. E é tão (tão!) complicado perceber que me falta confiança, que eu não consigo sequer agradecer a Deus por esse dia. Que depois de eu ter conseguido descansar tudo desaba novamente. A única coisa boa nisso tudo foi que eu descobri (finalmente) porque eu não consigo demonstrar meus sentimentos. E só o fato da descoberta foi bom, porque nem o motivo é. Eu não demonstro por medo. Deixa eu explicar direito: eu tenho medo de falar pras pessoas e elas se assustarem comigo ou deixarem de gostar de mim por eu precisar contar isso para alguém e causar desconforto na pessoa que ouvir. Eu tenho medo de me mostrar tão vulnerável e quando eu estiver extremamente exposta eu olhar para os lados e não encontrar ninguém.
Eu não consigo imaginar pessoas que se interessem por mim o suficiente a ponto de ouvir também as minhas tristezas, eu sempre fico pensando que eu tenho amigos de alegrias, porque na tristeza ou meus olhos estão turvos demais, ou as pessoas desaparecem. Eu sei que, apesar de ter amigos que sejam assim, eu tenho amigos que permanecem perto quando eu estou mal, mas eu preciso admitir: é grande o esforço que eu faço pra acreditar nisso, minha tendência é me sentir cada vez mais sozinha.
E é por isso que eu não demonstro meus sentimentos, não por frieza, mas pela triste ilusão de que ninguém se importa com eles.
'Alguma coisa me aconteceu e tudo parece fugir pra outro lugar. Estrelas tristes tentam me explicar e nada acontece, se dissipam todas pelo ar.' Rosa de Saron

sábado, 29 de maio de 2010

Necessidade de Presença


Ando pensando muito ultimamente. Uma das coisas que mais me faz pensar é sobre o que eu tenho feito com o meu tempo. Bom, não tenho como disfarçar, minha vida tem me frustrado o suficiente e mais que o suficiente também. Essa falta de tempo que todos nós sofremos me fez perder grande parte, ou quase todo, o contato com muitos dos meus amigos. E é nesse exato ponto que eu tencionava chegar. Eu não quero amigos somente virtuais. Eu gosto muito de conversas olho no olho, de observar os movimentos das pessoas, ver as lágrimas delas, ver a preocupação nos olhos, ver os sorrisos de cada pessoa, ouvir o timbre da voz, ouvir a risada independente de como ela for. Eu gosto muito disso tudo! Essa simplicidade das pessoas, como elas realmente são, o jeito particular de cada uma.
As vezes eu fico pensando sobre a falta de amor que eu sinto com frequência. E eu posso atribuir grande parte disso à falta de conhecimento real das pessoas. Eu quero amar as pessoas pelo brilho dos olhos delas quando falam de determinado assunto, quero amar elas a ponto de reconhecer a voz delas independente da distância. Quero poder lembrar das covinhas que alguns tem, lembrar do nariz um pouco torto de alguém, das sobrancelhas arqueadas de outros tantos. São detalhes, talvez inúteis, mas extremamente importantes pra mim. Eu quero amar o que é real, eu quero lembrar de como a pessoa me deu oi pela primeira vez, quero lembrar daquelas besteiras faladas seguidas de risadas incontroláveis. Eu quero vida e quero agora. Isso não é algo que se possa deixar para depois, é a vida passando e eu querendo conhecer e acompanhar o tempo no rosto dos meus amigos. Eu preciso das fotos pra me lembrar futuramente de como esse tempo era bom e me fez crescer, só que pra ter essas fotos eu preciso da presença. E a presença é tudo que eu preciso agora. Chega de falsa realidade, de amigos presos a um computador ou telefone. Essa forma de amizade eu deixo pra minha falta de tempo, quando eu estiver impossibilitada de ir ao encontro da pessoa. Porque enquanto me permitirem e ainda existir tempo livre eu quero a vida como ela é: real.
'Diferentes pessoas de diferentes lugares. O tempo é curto, não quero perdê-lo...' Stellar Kart

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Além da Máscara


Não sei do que cansei mais, só sei que cansei. Quem olha pra mim geralmente vê uma pessoa sorrindo, fazendo piada, às vezes séria, mas não muito. Eu mesma vivo pensando que as pessoas que mais sorriem são as que mais mascaram uma verdade, uma dor. É, eu penso isso porque eu julgo os outros através de mim. E é difícil falar sobre esse assunto, mas escrever talvez me faça sentir melhor. Eu nunca me senti tão sozinha na minha vida. As pessoas do meu lado ou próximas a mim nunca pareceram tão irreais. Faz um tempo já que eu não sinto um abraço chegar ao meu coração ou uma palavra de conforto me acalmar. Tudo passa voando, o tempo é curto e não dá pra nada, o cansaço é enorme e me toma como uma nuvem traiçoeira e pesada, muito pesada.
Pra quem continua olhando pra mim sem conseguir entender como eu faço pra sorrir mesmo com isso, é simples. Eu não suporto demonstrar fraqueza, talvez esse seja meu maior defeito. Eu raramente consigo demonstrar minha tristeza publicamente. Aí, então, isso extravasa uma hora ou outra. E aí não tem nada que consiga parar as lágrimas, o sorriso sai e dá lugar ao rosto que eu andava mascarando nos últimos dias.
Poucos são os que conhecem minha vulnerabilidade, sabem lidar com ela e a entendem. Talvez você nunca tenha visto, mas eu sei bem qual é o meu rosto sem maquiagem lavado pelas lágrimas, como meus ombros ficam curvados, meu corpo fica encolhido, eu fico impotente. E eu sei também que, após o companheirismo das lágrimas, eu volto a me sentir sozinha.

'Ser imune a toda dor, ser mais rápido que as lágrimas.' cpm 22

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Uma Droga


A vida é uma droga e isso é a mais pura verdade. Nós não conseguimos ser sempre felizes e quando o somos não é 100%. A vida exige demais de nós e nós exigimos demais dela também. Nós nascemos e nos desenvolvemos em meio a um caos diário. É claro que sempre há uma realidade pior que a nossa, mas nós não a sentimos da mesma forma que sentimos o que nos atinge diretamente. Somos programados para usarmos as pessoas para suprir carências, subir na vida e sermos reconhecidos. Nos importamos apenas com a fome mundial (leia-se a fome na África), mas esquecemos de tentar contribuir de alguma forma para extinguir a fome de conhecimento, de moradia, de famílias estruturadas, que se encontra do nosso lado. Nós somos todos hipócritas demais. Nos importamos apenas com o que não podemos contribuir, porque a partir do momento que isso pesa em nosso bolso ou nos faz levantar a bunda do sofá, aí já não queremos nos envolver. Essa é a realidade. Humanos usam humanos, humanos usam objetos, humanos usam tudo que encontram pela frente e podem se beneficiar. Infelizmente, mesmo se alertados, continuaremos sendo exatamente da mesma forma, talvez consigamos mudar por uma ou duas semanas, mas ficar longe do conforto é difícil para nós, exige demais, não é?
Eu sei que eu posso fazer muito mais por quem me cerca. Parar de usar as pessoas, de ser tão egoísta, de esperar que tudo chegue a minha mão sem esforço. Eu sei que quem tá lendo isso também consegue e eu não vou fazer nenhum apelo do tipo 'levantem suas bundas gordas do sofá e mudem seu mundo' ou 'doe uma cesta básica para os necessitados'. Cada um sabe o que pode ou não fazer, como pode contribuir, o que precisa mudar. Pensem.