terça-feira, 21 de junho de 2011

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Apesar de não conseguir notar, sei que muitas coisas já mudaram desde que o ano iniciou até aqui. Às vezes temos a ilusão de que ‘se já mudou bastante, então agora vai parar’, mas, na verdade, não; tenho total certeza de que não irá parar. No meio dessa noite sonhei com a próxima semana, acordei e realmente refleti sobre ela. É a última semana. Ela encerra, na prática, o meu semestre e também dá início a tudo o que, tenho certeza, irá impactar minha vida e continuar a modificá-la a partir daqui. Não é só o fato de sair da minha cidade e viajar pra lugares totalmente fora da lista das sete maravilhas do mundo, é o fato de não saber o que me espera lá, mas de ter a total certeza de que será mais uma parte da minha agora-tão-familiar ‘mudança de caráter’. Por isso, achei preferível escrever antes de ir, porque não tenho conhecimento de como vou voltar, ou de o que irá mudar. Por enquanto, ainda em meio às minhas incertezas, escrevo do que sei e da expectativa do que está por vir.

terça-feira, 17 de maio de 2011

'Quando o momento...

... tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.' Adriana Falcão
Sinto saudades. Saudade de ficar sozinha algum horário, por menor que fosse, na minha semana. Saudade de ficar sentada sem precisar pensar em nada, só deixando os minutos correrem. Da minha vida não tão pacata, mas boa de viver. De sair de casa as quatro pra ir pra aula sem a menor vontade de estudar. De sair correndo pra chegar a tempo pro ensaio, de chegar em casa exausta de tanto dançar e de dormir tarde porque não sabia me organizar. Sinto saudade dos meus amigos da escola, dos meus amigos de qualquer lugar, dos meus amigos da faculdade que ainda são tão importantes. Sinto saudade de piadas internas tão toscas que nem valiam ser explicadas, dos meus sábados à tarde de pijama, da minha família sempre por perto, da minha casa, da minha cama. Sinto saudade da minha cachorra latindo que nem louca, do capuccino da minha mãe e das conversas com meus pais. Sinto saudade de viajar uma vez por mês, de ter tempo pra planejar, de desenterrar músicas para gritar enquanto lavava a louça. Sinto saudade de ler livros a meu critério, de escrever músicas que ficam só pra mim, de reclamar do tédio no domingo à tarde. Sinto uma saudade imensa de ficar sozinha em casa na sexta de noite e comer pizza e assistir filme enquanto ninguém chega. Tenho saudade do meu emprego, que nem era tão legal assim, mas que me ensinou muito. Tenho saudade da vida que eu tinha, dos amigos que eu convivia, do meu conforto, da minha rotina.
De forma alguma digo isso pra que pareça que agora tudo é ruim. Mas só digo isso porque, de vez em quando, o que eu mais sinto é saudade. E vontade de voltar.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

You make me smile


Dentre tudo o que eu sinto, por tudo que já passei e ainda passo; por todas as histórias que colecionei pra contar, das coisas que ainda nem sei dizer; depois de tudo que eu pude ver, ouvir e aprender; dentre tudo isso e mais um pouco, o teu sorriso. É ele que fica na minha cabeça de manhã, de tarde e de noite. É uma mistura da cor dos teus olhos com teu sorriso que me levam até ti e me fazem sorrir também. Parece até combinado: quando tu sorri, eu sorrio. E se for pouco, parece combinada também nossa história, o que falamos e quando rimos. Mas teu sorriso, combinado com teus olhos que me levam até ti, esse revela que é tudo tão natural, tão normal, tão bom de viver.
Dentre tudo que eu vivi, por tudo que eu já sonhei e ainda sonho; por todas as músicas que rabisquei em pedaços de papel, das coisas que ainda nem presenciei; depois de tudo que pude imaginar, sentir e falar; dentre tudo isso e mais um pouco, você. Você não por fora, nem como imaginam que você seja; mas você como alguém em quem posso confiar, que posso sempre contar, que está aqui, por perto. Você como alguém que cresce, que sente, que se mostra; você sendo você, fazendo parte de mim.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Thank You...


...for everything!
A lógica muitas vezes me atrapalha. Procuro razões e explicações para todas as situações que acontecem comigo ou em geral. Mas minha gratidão fica deficiente por ser tão cheia de lógica; só agradeço se tenho motivos e se não encontro motivos me ponho a reclamar imediatamente. Reclamações, senso de injustiça, questionamentos intermináveis; tudo causa de uma gratidão manca.
Mas Deus, em sua infinita sabedoria e amor, escolhe me deixar sem respostas em alguns casos e, mesmo assim, me diz para ser grata em todas as coisas. Aquela situação embaraçosa que eu passei ano passado, aquele 'não' que eu recebi sem explicações, meus sofrimentos sem razão, a morte de alguém querido, uma injustiça feita a mim; em tudo eu devo ser grata!
Eu não preciso obter todas as explicações, não preciso de motivos para ser grata, eu só preciso ser grata; uma decisão tão simples e tão difícil ao mesmo tempo. Uma decisão que cabe a mim, só eu posso tomar e só eu posso viver a diferença que isso faz.

"Helen Rosevere foi uma médica britânica e missionária no Congo, muitos anos atrás, durante uma insurreição. Sua fé e sua confiança eram fortes, porém ela foi estuprada, agredida e tratada com brutalidade. Um tempo depois do ocorrido, ela disse: Eu preciso questionar a mim mesma, como se fosse o próprio Senhor me perguntando: Você pode Me agradecer por Eu ter lhe confiado esta experiência, mesmo se Eu nunca lhe disser o porquê?"
Trecho do livro Confiança Perfeita. Charles Swindoll

quarta-feira, 6 de abril de 2011

This is where I want to...


... but I won't get in the way. Billy Ray Cyrus
Tenho mania de me apegar muito a pessoas e situações. Crio um amor quase fora do comum pelas pessoas com quem convivo e tenho o prazer de conhecer mais. Só que, às vezes, o melhor para essas pessoas é que eu as deixe ir e que elas cresçam com outras pessoas também. Tenho plena convicção de que essas pessoas não me pertencem, mas em meu coração fica difícil me convencer de que isso realmente é o melhor.
Não cabe a mim segurar as pessoas junto a mim e nem cuidá-las pelo resto da minha vida. Enquanto eu puder acompanhar, e for útil ao fazer isso, tudo estará bem; mas tem vezes que o melhor mesmo é deixar elas irem e crescerem mais com outras pessoas, em outros lugares, de novas formas.
Creio que seja isso que eu esteja entendendo aos poucos. Apesar de doloroso, é o melhor para essas pessoas. Por isso, estou deixando de lado o que eu quero e decidindo dar novas oportunidades pra quem, até agora, estava agarrada na barra da minha saia.

"Quanto a você, porém, permaneça nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção, pois você sabe de quem o aprendeu." 2 Tm 3:14

segunda-feira, 28 de março de 2011

"Andar descalço...


...sem medo de ferir os pés" Ana Jácomo
"Vá na frente, eu vou atrás". Li essa frase em um livro hoje, falava sobre amor sacrificial, me fez pensar o quanto eu tenho me sacrificado para amar. Creio que, na maioria das questões, o amor exige sacrifício, vai além do conforto ou da diversão. O amor que dura exige sacrifícios, os quais só eu posso fazer.
No fim das contas, no meio desse 'abre-mão-e-espera' diário, tenho aprendido que Deus quer que eu abra mão de coisas minhas e espere nele; e confie, espere novamente, e permaneça assim. O fato é que o amor não é mais como quando eu tinha cinco anos, agora é preciso que o amor dure, e a responsabilidade é minha também.
Mas em meio a tantas paranóias, coisas pra pensar, motivos pra talvez desistir, razões pra continuar; eu tenho a plena certeza que Deus está no controle, permitindo (ou não) que as coisas aconteçam e sigam em frente. Em tudo isso, porém, estou aprendendo a dizer: "Vá na frente, eu vou atrás". E vai sempre estar tudo bem se continuar assim.

terça-feira, 8 de março de 2011

Efeito Dominó


Ultimamente parece que meu coração tem pequenas plantinhas com raízes profundas plantadas nele. E elas estão sendo arrancadas uma a uma, pouquíssimas permanecem inalteradas e nem faço ideia de por quanto tempo. Cheguei aqui com uma bagagem carregada de entulhos que acumulei durante toda minha vida, algumas coisas úteis, outras nem tanto. Trouxe uma parte do meu comodismo, meus defeitos jogados no fundo da bagagem e meu sorriso por cima de tudo; um pouco como disfarce, um pouco como verdade.
E agora não sei até que ponto esse sorriso cobre todo o resto, porque a mala está muito remexida e muita coisa foi arrancada deixando uma desordem no que estava perto. Foi meio que um efeito dominó. E o fato aqui não é tristeza ou felicidade. O fato é o incômodo que isso causa e a forma como meus defeitos, hoje, estão mais à mostra que nunca antes.
É o início do processo de transformação, de mudança de caráter. E, por mais bonitas que essas palavras aparentem ser, elas não são. Não enquanto dói.