quarta-feira, 10 de agosto de 2011

E se...

...as estrelas caírem do céu? E se minha única chance passou? (...)Vai estar tudo ok, porque eu sei Quem mantém todas as coisas. JJ Heller

Não faz muito, falei a uma amiga que minha vida estava calma e que isso significava que logo viria bomba. Ela riu, mas era verdade. Dito e feito: a bomba veio, as bombas vieram.
Já não me desespero tanto quando as situações não cooperam, ou quando surgem problemas e preocupações; são acontecimentos tão naturais quanto minha felicidade em dias de sol. Acontecem; e com alguma finalidade. Não é necessário mencionar que amadurecemos com as situações adversas ou que ficamos mais vulneráveis e dependentes de Deus. Cria dependência, quebra o orgulho, nos faz refletir antes das ações, nos torna capazes de notar nossas falhas e de restaurá-las.
De alguma forma, as bombas sempre aparecem; e, às vezes, da mesma forma elas nos dão uma trégua.
Mesmo em meio ao bombardeio eu, hoje, já consigo acreditar (mesmo estando fora do meu campo de visão) que a calmaria vem; e logo. O importante mesmo, é crescer em meio aos bombardeios, não estagnar por causa deles; e nunca, mas nunca mesmo, permitir que as bombas nos impeçam de amadurecer. E assim é o ciclo. E eu? Aguardo, quase que ansiosamente, a calmaria.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Temos todo o tempo do mundo...


Quem nós somos é público, está exposto pra todo mundo ver; o que sentimos é visível para nós e para quem está mais perto com um interesse desperto em nos acompanhar; o que vivemos é nosso, pode ser visto por todos, pode ser acompanhado por alguns, mas se enquadra no nosso tempo, nas nossas escolhas, modifica a nós. O tempo corre, a gente tenta correr paralelamente; às vezes é possível, às vezes não. Não importa muito, temos tempo. Temos tempo pra viver, pra crescer, pra sorrir, até pra chorar se precisar. Temos tempo pra compreender, pra descobrir,temos tempo até pra esperar. Por isso, segura na minha mão e vamos caminhando por esse tempo louco. Agora, a gente vai aprendendo.

'I give up. I give in. I let go. Lets begin. Cuz no matter what I do, oh, my heart is filled with you.' Colbie Caillat

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Das coisas...


... que vão ganhando nitidez enquanto o tempo passa.
Recomeço. Estou recomeçando tudo na metade do ano. Novos hábitos para serem adquiridos, amontoados de coisas que estou me desfazendo, novas ideias surgindo, um comportamento mais leve e, também, mais calmo frente às situações que tenho passado.
Nada é tão absurdo que não possa ser suportado ou que mereça ser dramatizado. Nada é tão terrível como parece ser, se eu partir do conceito de que em tudo se pode aprender. Eu não sei todas as respostas; e as que sei mudam de tempos em tempos e vão sendo amadurecidas. É aquele processo: aprender e aprender mais um pouco.
De todos esses aprendizados resta apenas a certeza de uma estagnação impossível, a alegria constante de um Deus que cuida de tudo e a consciência real de que crescer faz bem.

"Quando minha vida está como uma tempestade
Águas subindo, tudo o que eu quero é a praia
Tu me dizes que eu estarei bem e fazes isso entre a chuva
Tu és meu abrigo da tempestade."
Hope Now. Addison Road

terça-feira, 5 de julho de 2011

"Enquanto houver...



... você do outro lado, aqui do outro eu consigo me orientar"
Acordei numa manhã normal e tão comum como todas as outras, levantei, não tomei café porque estava rotineiramente em cima da hora, coloquei meu casaco, a bolsa por cima e saí porta afora. Fiz o mesmo caminho de sempre, mas vi algo que não via antes. Notei o céu azul e ensolarado, apesar do frio; olhei para as calçadas que passava como se fosse a última vez que fosse fazê-lo; olhei para as árvores dos dois lados da rua, como se nunca as tivesse visto antes; olhei para aquele corredor que me levava para dentro daquele prédio já tão conhecido e me vi na metade de um ano que correu. Vi muitas imagens passarem pela minha mente, vi o início do ano como um borrão, enquanto novas formas de viver e lidar com a vida surgiram mais nítidas em meu presente. Vi as mesmas pessoas com outros olhos, olhos de quem sabe que elas não permanecerão por muito tempo; mas não bateu saudade, bateu somente alegria de pensar que são exatamente essas as pessoas que eu necessitava para crescer e mudar e ser, de alguma forma, melhor. Pois que venham os próximos dias, que venham novas etapas, ensinamentos, dificuldades; porque nós estamos aqui, vivendo um dia de cada vez, aproveitando ao máximo cada palavra dita, cada segundo investido. E quando terminar, porque isso vai acontecer, restará a nostalgia costumeira de relembrar coisas boas que tivemos o privilégio de passar.

"Escritor: não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira."
Carlos Drummond de Andrade

p.s.: para ver as fotos em tamanho ampliado abra em nova guia (:

terça-feira, 21 de junho de 2011

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Apesar de não conseguir notar, sei que muitas coisas já mudaram desde que o ano iniciou até aqui. Às vezes temos a ilusão de que ‘se já mudou bastante, então agora vai parar’, mas, na verdade, não; tenho total certeza de que não irá parar. No meio dessa noite sonhei com a próxima semana, acordei e realmente refleti sobre ela. É a última semana. Ela encerra, na prática, o meu semestre e também dá início a tudo o que, tenho certeza, irá impactar minha vida e continuar a modificá-la a partir daqui. Não é só o fato de sair da minha cidade e viajar pra lugares totalmente fora da lista das sete maravilhas do mundo, é o fato de não saber o que me espera lá, mas de ter a total certeza de que será mais uma parte da minha agora-tão-familiar ‘mudança de caráter’. Por isso, achei preferível escrever antes de ir, porque não tenho conhecimento de como vou voltar, ou de o que irá mudar. Por enquanto, ainda em meio às minhas incertezas, escrevo do que sei e da expectativa do que está por vir.

terça-feira, 17 de maio de 2011

'Quando o momento...

... tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.' Adriana Falcão
Sinto saudades. Saudade de ficar sozinha algum horário, por menor que fosse, na minha semana. Saudade de ficar sentada sem precisar pensar em nada, só deixando os minutos correrem. Da minha vida não tão pacata, mas boa de viver. De sair de casa as quatro pra ir pra aula sem a menor vontade de estudar. De sair correndo pra chegar a tempo pro ensaio, de chegar em casa exausta de tanto dançar e de dormir tarde porque não sabia me organizar. Sinto saudade dos meus amigos da escola, dos meus amigos de qualquer lugar, dos meus amigos da faculdade que ainda são tão importantes. Sinto saudade de piadas internas tão toscas que nem valiam ser explicadas, dos meus sábados à tarde de pijama, da minha família sempre por perto, da minha casa, da minha cama. Sinto saudade da minha cachorra latindo que nem louca, do capuccino da minha mãe e das conversas com meus pais. Sinto saudade de viajar uma vez por mês, de ter tempo pra planejar, de desenterrar músicas para gritar enquanto lavava a louça. Sinto saudade de ler livros a meu critério, de escrever músicas que ficam só pra mim, de reclamar do tédio no domingo à tarde. Sinto uma saudade imensa de ficar sozinha em casa na sexta de noite e comer pizza e assistir filme enquanto ninguém chega. Tenho saudade do meu emprego, que nem era tão legal assim, mas que me ensinou muito. Tenho saudade da vida que eu tinha, dos amigos que eu convivia, do meu conforto, da minha rotina.
De forma alguma digo isso pra que pareça que agora tudo é ruim. Mas só digo isso porque, de vez em quando, o que eu mais sinto é saudade. E vontade de voltar.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

You make me smile


Dentre tudo o que eu sinto, por tudo que já passei e ainda passo; por todas as histórias que colecionei pra contar, das coisas que ainda nem sei dizer; depois de tudo que eu pude ver, ouvir e aprender; dentre tudo isso e mais um pouco, o teu sorriso. É ele que fica na minha cabeça de manhã, de tarde e de noite. É uma mistura da cor dos teus olhos com teu sorriso que me levam até ti e me fazem sorrir também. Parece até combinado: quando tu sorri, eu sorrio. E se for pouco, parece combinada também nossa história, o que falamos e quando rimos. Mas teu sorriso, combinado com teus olhos que me levam até ti, esse revela que é tudo tão natural, tão normal, tão bom de viver.
Dentre tudo que eu vivi, por tudo que eu já sonhei e ainda sonho; por todas as músicas que rabisquei em pedaços de papel, das coisas que ainda nem presenciei; depois de tudo que pude imaginar, sentir e falar; dentre tudo isso e mais um pouco, você. Você não por fora, nem como imaginam que você seja; mas você como alguém em quem posso confiar, que posso sempre contar, que está aqui, por perto. Você como alguém que cresce, que sente, que se mostra; você sendo você, fazendo parte de mim.