domingo, 19 de dezembro de 2010

Did You?


Quando Tu abriu os olhos pela primeira vez naquela noite, fazia ideia de que aquele primeiro sinal iria salvar a minha vida? Tu tinha consciência de que milhões de pessoas seriam salvas? Sabia que Tu seria o motivo da existência de todo o mundo durante todas as épocas? Fazia ideia de que eu estaria aqui, nesse exato momento, buscando palavras pra tentar transparecer o quanto eu sou grata por tudo que Tu fez por mim?
O sofrimento, a humilhação, a rejeição. Não faço ideia do quanto Tu sofreu, nem de quão vergonhoso tudo isso foi. E, mesmo sendo tão pouco frente a tudo que Tu passou, eu sou grata pelo amor que Tu demonstrou. Um amor que ultrapassa meu entendimento, que me constrange, mas, acima de tudo, um amor verdadeiro.
Tu deu tua vida por mim e por toda a humanidade. E mesmo se eu fosse a única pessoa no mundo, ainda assim Tu teria te entregado por mim. E é por isso, exatamente por isso, que a minha vida é Tua. Através do Teu sacrifício eu posso viver. E eu, através da minha vida, quero mostrar a Tua. Tu entregou Tua vida por mim e eu entrego a minha a Ti.

'O castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.' Isaías 53:5b

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ele sabia o que dizia


Eu não me envergonho de corrigir meus erros e mudar as opiniões, porque não me envergonho de raciocinar e aprender.

Alexandre Herculano

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Aos meus olhos


Essa mania de dizer que perdemos as pessoas é errada demais aos meus olhos. As coisas nós perdemos, elas somem atrás do sofá e depois de tempos as vemos ali no mesmo lugar e declaramos encontrado o objeto antes perdido. As pessoas não, nós perdemos o contato ou a visão próxima delas, mas não as perdemos nunca. Contato já perdi com milhares, a visão então, é algo raro nos últimos tempos. Mas nunca cheguei a perde-los; afinal, se eu procurar direitinho, sei bem onde cada uma dessas pessoas está.
Eu não perco pessoas, elas que saem e ganham a vida, ou a morte. Eu, porém, as mantenho tão vivas quanto quando a convivência era muita e os olhares abundantes.
Não coleciono perda alguma de pessoas. Coleciono sorrisos de tempos antigos, conversas que marcaram, expressões insubstituíveis. Carrego tudo comigo, mesmo quando as pessoas acham que perdi.

Estreito


Um coração moldável que alcance um caráter aprovado é tudo que eu mais quero no momento. Talvez o caminho para as mudanças seja sempre o mais estreito e difícil de trilhar, talvez ele seja o menos escolhido. Mas esse meu jeito de guria, meio incompleta, meio 'em obras'; sabe que precisa de choque de realidade, de um pouco de críticas duras, de muita martelada, de alguns incentivos também. Esse meu coração e essa minha mente, que me provam todos os dias que não sou tudo o que posso ser, só me dão mais certeza de que tenho muito pela frente. Crescer e amadurecer, eis aqui a minha vida e tudo que ao redor dela, pode mudar tudo o que quiser. E se isso ainda for pouco, destrói e reconstrói da Tua maneira, até que perca a forma que eu dei pra essa vida que Te pertence.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Mas a tempestade me distrai...


...gosto dos pingos de chuva, dos relâmpagos e dos trovões." Renato Russo
A vida é assim, como a chuva ali fora no dia de hoje. Ora forte, levando o que vem pela frente; ora leve e quase imperceptível. A vida passa assim, uma hora ela grita sua existência e na outra ela passa sorrateira, vista apenas pelos olhares mais atentos.
Mas o que mais me faz gostar da chuva não é o friozinho que vem depois ou a intensidade com que ela chega e a forma repentina como se vai; mas é a simplicidade que só ela consegue alcançar depois da sua chegada. Não sei se vocês me entendem, mas é aquele cheirinho de terra molhada que me encanta. É essa a verdadeira simplicidade. Aquela que afeta todos os lugares por onde a chuva passa e, sem forçar nada, simplesmente deixa um dos melhores cheiros que já conheci. Um aroma que acompanho desde criança e que, cada vez mais, anseio por senti-lo. É uma das poucas coisas que me restaram simples, sem alterações. E, afinal, essa é a vida, né? A gente é que complica.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

É.


Depois que a dor amenizar, a poeira baixar e as pessoas aceitarem a situação. Aí sim, ficará apenas a saudade. Como dói perder, em qualquer sentido. Mas quando se trata de pessoas, parece que triplica, rasga por dentro.
Parei pra pensar em tanta coisa nas últimas horas que nem sei como minha mente conseguiu armazenar tantas informações em tão pouco tempo.
Passamos os últimos meses dizendo pra Deus: "nós queremos que Tu traga cura, mas fazes o que Tu achares melhor e nos ensina a aceitar". E aí, quando realmente não aconteceu o que nós esperávamos, doeu muito. Parecia injusto, contrário ao que deveria ter acontecido. Mas nós não tínhamos pedido pra Deus fazer a vontade dele? A curto prazo a dor é forte, mas a longo prazo isso tudo pode fazer uma grande diferença.
Qual o propósito de tudo isso? Por que tanta dor? Eu não sei. Só sei que Deus nos pede para confiarmos nele. A confiança é assim: não se sabe bem o porque, mas se joga de olhos fechados no amor de Deus.
Nos resta sentir uma dor que aos poucos vai diminuindo, ver a saudade se alojar no dia-a-dia, e nos momentos de falta. Mas nos resta com certeza a esperança de que um dia 'juntos, todos viveremos' em 'novos céus e nova terra'. Essa foi a promessa de Deus, uma promessa que não falha com toda certeza. Porque apesar de tudo que acontece e através de toda a dor que sentimos, Ele continua sendo um Pai de amor; e Ele é bom.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Estar Pronto


Acho que a gente se prende muito nessa coisa de encontrar a pessoa certa. A pessoa tem que ser adequada, deve ter o mínimo de defeitos possíveis, tem que ser assim ou assado, precisa falar as palavras certas na hora certa, precisa ser legal com todos sempre. Essas e mais tantas exigências, variando entre prioridades e futilidades. Mas deixamos de lado quem nós somos. Nós devemos ser a pessoa certa, não importa para quem. Devemos ser sempre o melhor que pudermos ser, nunca o razoável ou o aceitável; mas o melhor. Os outros nós não temos o poder nem o direito de mudar, mas a nós, nós temos total liberdade para modificar, melhorar, amadurecer.
A questão aqui não é o que o outro precisa mudar, mas o que nós devemos. É uma auto-avaliação. Nós devemos tornar-nos a pessoa certa, primeiro para agradar a Deus, e depois para nós e quem nos cerca.
E aí, quem sabe, com esse pensamento multiplicado, não seja tão difícil encontrar a pessoa certa ou ser a pessoa certa. É a famosa história dos quatro dedos que apontam para nós mesmos quando apontamos o indicador aos outros.